Calibrar pneus com nitrogênio vale a pena?

Na busca por mais eficiência, muita gente busca por alternativas ao ar comprimido na hora da calibragem. Em meio a essa procura, você já deve ter ouvido falar que calibrar pneus com nitrogênio pode valer a pena. Mas será que isso é verdade?

Apesar de uma série de explicações técnicas que podem dar a entender que, sim, calibrar pneus com nitrogênio é melhor do que com oxigênio como ar comprimido, é importante saber as diferenças entre cada um dos tipos de calibragem. Dessa forma, você poderá entender quais as vantagens de cada uma das técnicas e escolher aquela que mais compensa para o seu carro.

Veja se vale a pena calibrar pneus com nitrogênio ou não.

É possível calibrar pneus com nitrogênio?

O nitrogênio é um gás seco, inerte, que não traz vapor d’água (como geralmente acontece no ar comprimido comum). Como explica o site Garagem 360, isso significa que ele sofre baixa dilatação por causa de calor. Dessa maneira, a pressão dos pneus ficará constante, ao mesmo tempo em que a inércia química contribui para que o gás não ataque a borracha da camada interna dos pneus. Além disso, evita a oxidação das rodas, diz o mesmo site.

Ou seja: o calibrar pneus com nitrogênio faz com que haja menos variação de temperatura e pressão, menos desgaste do pneu e menos interferência no ajuste fino de suspensão. Isso explica o uso do nitrogênio em carros de competição e, da mesma maneira, em alguns veículos que atuam no transporte de produtos inflamáveis (pois o gás não alimenta combustão), como explica a Quatro Rodas.

É melhor calibrar pneus com nitrogênio ou ar comprimido?

Apesar das vantagens que contamos acima, calibrar pneus com nitrogênio no lugar de ar comprimido pode não trazer vantagens para carros convencionais. Principalmente se você calibrar os pneus a cada 15 dias, diz a Quatro Rodas, pois o custo do uso da calibragem está na média de R$ 3 a R$ 8 ou até R$ 10 por pneu. Além disso, não é possível misturar nitrogênio com ar comum. Ou seja: a manutenção deve ser sempre ou com nitrogênio, ou com oxigênio.

Ao mesmo tempo, “o uso nitrogênio acaba por atrapalhar a vida útil dos pneus. Calibrar um pneu com nitrogênio não é barato – chega a custar R$ 10 por unidade – e não está disponível em toda a parte. Logo, quem opta por seu uso tenta proteger seu investimento e prefere não mais calibrar os pneus com ar comprimido. Isso leva o motorista a rodar com pneus com pressão baixa até que tenha oportunidade de parar em um local que disponha do gerador de N2 e não há nada pior para um pneu do que rodar com pressão baixa”, disse para o Garagem 360 Rafael Astolfi, gerente de assistência técnica da fabricante de pneus Continental.

Logo, em vez de calibrar pneus com nitrogênio, é melhor manter o bom hábito de calibrar os pneus semanalmente com ar comprimido, para ampliar sua vida útil e deixá-los mais protegidos de danos causados por impactos.

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